MACROPLANEJAMENTO URBANO E QUALIDADE DE VIDA: 10 KM DE CICLOVIAS NO PARQUE SÓCIO-AMBIENTAL DAS NASCENTES DO PIRAPITINGA.


O artigo abaixo foi gentilmente cedido pelo professor Dr. José Henrique R. Stacciarini.

MACROPLANEJAMENTO URBANO E QUALIDADE DE VIDA: 10 KM DE CICLOVIAS NO PARQUE SÓCIO-AMBIENTAL DAS NASCENTES DO PIRAPITINGA.

 

Quero aqui registrar, de início, as eminentes palavras do Geógrafo Bellinky, coordenador do Instituto Vitae Civilis, quando ele frisa que “a Rio +20, Conferência Mundial Do Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro em Junho de 2012, de fato toca muito a questão urbana, enfatizando itens como o planejamento, o urbanismo, que têm a ver com o uso do solo, com as técnicas de construção sustentável. Existe, também, uma razoável atenção para as tecnologias e para as formas de ocupação urbana, de construção, de energia, que estão procurando mudar esse cenário de caos urbano, de exclusão social. Isso é fundamental não apenas em termos da questão urbana, mas em termos de participação popular, dos sistemas de governança em nível local, onde tanto as questões de impermeabilização do solo ou de ocupação de espaço, por exemplo, como as questões sociais, de habitação, imobiliária e de mobilidade, as quais devem ser atendidas. Nesse sentido, é fundamental trazer a governança para o plano local, para a cidade e, principalmente, para os bairros mais carentes”.

 

O apóstolo Paulo de Tarso em suas exortações aos Coríntios (3:6) coloca de maneira sábia que “Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus quem fazia crescer” … Se olharmos para o passado da cidade de catalão e perguntarmos “qual a mais importante obra e a de maior alcance social já plantada em terras catalanas”, com certeza as respostas serão ricas… Ao acrescentar “Qual será a obra com a maior riqueza socioambiental do futuro da cidade de Catalão”, a resposta exigirá um retrospecto interpretativo minucioso do espaço catalano das últimas décadas bem como um estudo do planejamento técnico científico apurado da dimensão temporal presente. Em verdade, a qualificada construção coletiva e plural de Catalão durante os últimos 50 anos tem o apoio de milhares de pessoas, de centenas de entidades e de alguns políticos progressistas. De fato, nossa terra parece ser abençoada por Deus em termos de riquezas materiais e de recursos humanos. Analisando o momento anterior a década de 1980, por exemplo, pode-se ressaltar a dedicação de alguns homens que lutaram muito para a criação da Santa Casa de Misericórdia de Catalão, onde inúmeras vidas já foram e serão salvas. Merece também relembrar a construção e o desenvolvimento de três minerações que respondem e responderão pela criação de milhares de empregos para famílias de todo Sudeste Goiano. Entre tantos outros, daquele momento, os nossos parabéns para as famílias dos Senhores João Martins, João Farid Safatle, Lamartine P. Avelar e Silvio Paschoal.

 

No início da década de 1980, Catalão possuía menos de 40 mil habitantes e o perímetro urbano de Catalão praticamente terminava no início da Mata do Setor Universitário, frisando que o hoje maior bairro de Catalão (Setor Ipanema) sequer existia pois era o incipiente aeroporto ainda fora dos esquadros do mapeamento urbano. Logo após, de 1982 a 1988, o Excelentíssimo Prefeito Haley Margon traz os primeiros cursos superiores públicos federais regulares da UFG (Geografia e Letras), assim como cria o “Complexo Clube do Povo” com o planejamento feito inclusive para a implantação de uma bela e importante ciclovia próxima ao verde exuberante daquele local. Posteriormente, num momento que Catalão ainda era uma cidade relativamente pobre, durante o ano da realização da Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente (1992) realizada pela primeira vez no Brasil (Rio de Janeiro), o destacado Ex-prefeito Dr. Aguinaldo Mesquita ouvindo apelos de professores e alunos do Curso de Geografia da UFG/Catalão, do Clube Ecológico Chico Mendes, do IBAMA, de Maçonarias e diversos outros segmentos sociais, impede a destruição de um terço da Mata do Setor Universitário que tinha sido loteada. Além disso, Dr. Aguinaldo, em função da exuberante riqueza da fauna-flora e por estudos de pesquisadores da Geografia da UFG/Catalão, promulga a “Lei Orgânica do Município” (Constituição Municipal) definindo aquela área como “Estação Ecológica de Catalão”, permitindo manter vivo o sonho de que lá se tenha a definitiva instalação de um precípuo Jardim Zoológico e/ou Botânico de Catalão, obra esta ainda não efetivada pelos gestores públicos de nossa desenvolvida cidade.

 

Por volta da metade da década de 1990, o Ex. Prefeito Dr. José Moreira, com grande visão social, constrói a FUNBEM em frente ao “Lago do Clube do Povo”, local aquele que hoje abriga a sede da “Secretaria Municipal de Esportes e Lazer” com mais de 20 modalidades esportivas. Porém, se por um lado os avanços são muitos, por outro, há de se lembrar que até hoje não se tem uma linha de transporte coletivo sequer ligando os bairros mais pobres de Catalão até as portas daquela notável secretaria, a qual, também, ainda não possui um grande corpo profissional concursado, estável, fixo e com carreira funcional consolidada. Já na segunda metade da década de 1990, as importantes gestões municipais dos Ex-Prefeitos Eurípedes Pereira e Maria Ângela conseguem a definitiva implantação da Mitsubishi por aqui, a qual responde nos dias atuais pela criação de mais de 4 mil empregos (diretos e indiretos) para famílias de toda porção sudeste do Estado de Goiás. Além disso, com os sucessivos crescimentos da Mitsubishi e de outras atividades de trabalho, as rendas da Prefeitura passam de cerca de 1,2 milhão de reais mensais em 2000 para uma estimativa de aproximadamente 20 milhões mensais, em média, no ano de 2013.

 

Na metade da última década, aproximadamente 238 entidades catalanas (Sindicato dos Professores Estaduais, Subsecretaria Estadual de Educação, ACIC/CDL, IBAMA, Maçonarias, Rotarys etc.), capitaneados por mais ou menos 30 professores do Campus da UFG de Catalão, conseguiram no Ministério da Educação e Cultura (MEC/Brasília-DF) a vinda de 13 novos cursos de Graduação e da posterior criação de 6 mestrados federais de boa qualidade, além da construção de vários prédios e da contratação de centenas de professores (Especialistas, Mestres, Doutores, Pós Doutores). Por tudo isso, a UFG/Catalão assiste um salto de 897 alunos em 2005 para os estimados 3.388 alunos para o início do ano de 2013, alunos estes oriundos de 183 cidades diferentes do território nacional. Quanta riqueza material, intelectual, humanitária e planejadora de um mundo melhor num único lugar!

 

Portanto, merece ressaltar como síntese científica que, nos últimos doze anos, a cidade de Catalão teve um crescimento das receitas municipais da ordem de 1000% para um aumento da população em torno de 45%. Porém, não obstante a riqueza crescente da cidade neste limiar do Terceiro Milênio, o tão sonhado Jardim Botânico e/ou Zoológico idealizado para a “Mata do Setor Universitário” não sai do papel, assim como também não deixa o plano das boas intenções uma bela ciclovia de 10 quilômetros de extensão (ida e volta) que poderá circundar e proteger todas as nascentes do Pirapitinga localizadas em bairro carentes da cidade como os Setores Santa Mônica, Novo Horizonte, Goianense, Aeroporto, Santa Luzia, Dona Sofia, São Lucas e outros em fase de planejamento.

 

Neste ano em que cientistas do mundo todo acaba de discutir na Conferência Mundial Rio +20 medidas ambientais de grande envergadura social, a rica cidade de Catalão, com seus quase cem mil habitantes, têm a oportunidade de ter um planejamento sócio-ambiental total e integrado que garanta uma ciclovia desde o trevo da BR-050 até o importante complexo do Clube do Povo (“Lago do Haley”), com uma ramificação partindo do Setor Novo Horizonte, bem de frente ao final do Setor Ipanema, hoje o maior bairro residencial de Catalão, o qual ainda não possui nem um metro de ciclovia em direção aos fundos do Condomínio Buritis e Chácara Paquetá ao centro da cidade. Frisa-se aqui também que, tristemente, o número de acidentes com caminhões, carro, ônibus, motos, bicicletas e pedestres – com perdas materiais e psicológicas irreparáveis – cresceram vertiginosamente nos últimos 12 anos ao longo de todo o trajeto dos 5 movimentados quilômetros da Avenida Dr. Lamartine Pinto Avelar … Como dói na alma ver seres humanos daqueles setores supracitados envolvidos em inúmeros acidentes que, talvez, pudessem serem reduzidos, com a simples construção de uma bem planejada ciclovia ao longo de todas as nascentes do Pirapitinga, à montante da “Mata do Setor Universitário”.

 

No interior deste caminhar científico, a destacada reflexão para o futuro das nascentes do Pirapitinga e para o atual planejamento sócio-ambiental intraurbano é se teremos mananciais com água pura e muito verde para as próximas gerações ou optaremos por áreas habitacionais/comerciais adensadas com cursos de águas poluídos, retilinizados, totalmente concretados, como o que foi feito ao longo da Avenida Raulina? … Merece frisar ainda que, para além das questões da beleza e da prevenção de acidentes de trânsito, tal Ciclovia e Parque Sócio Ambiental Público, servirá ainda de estímulos para o exercício de atividades físicas, bem como para diminuir os níveis da poluição sonora, da poluição do ar possivelmente oriunda do setor industrial, assim como garantir que todas as nascentes do Pirapitinga, melhores protegidas, responderão por áreas de maior infiltração das águas pluviais que, na ausência de um caro e qualificado conjunto de obras de drenagem das águas pluviais de toda cidade, pode ocasionar – num futuro bem próximo – drásticas “enchentes de verão”.

 

Aliás, como já existem cinco represamentos (lagos particulares?) de água à montante do “Complexo do Clube do Povo” e em função da gravidade iminente de enchentes, faz-se mister enfatizar o alerta de que se a maioria das áreas da porção leste-nordeste do atual perímetro urbano da cidade forem concretadas, com a respectiva ausência de cobertura vegetal, haverá menor infiltração de água no solo respondendo por maiores escoamentos e concentrações de águas, as quais chegarão com muita força e destruição ao longo de toda Avenida Raulina Paschoal, respondendo pela abertura de crateras enormes, destruição de prédios, interdição de ruas e aumento ainda mais significativo dos acidentes de trânsito da cidade toda. Enfim, quanta qualidade de vida poder-se-à ter com esta obra aqui sugerida – ciclovia  e Parque Sócio-Ambiental Público das Nascentes do Pirapitinga com o não loteamento e não privatização das margens do Pirapitinga. Além do mais, permitirá mudar a ordem dos investimentos públicos à medida que áreas periféricas e pobres da cidade possam ter também “Complexos Poliesportivos” democratizados como o Lago do “Clube do Povo” e o Bosque “Parque Calixto Abrão” localizados dos dois lados do Setor de Mansões.

 

Deste modo, com olhos voltados para o passado de muitas conquistas de nossa cidade que já é a sexta melhor para se viver em Goiás (conforme IDH-IFRJAN/2011) e com reflexões científicas planejadoras de um futuro ainda melhor, é que se reitera o pedido em prol da Construção do Parque Sócio-Ambiental Público das Nascentes do Pirapitinga com um Belo Jardim Botânico e/ou Zoológico (na Mata do Setor Universitário) e com uma importante ciclovia de 10 quilômetros de extensão – do último trevo da saída para Brasília e dos fundos do “Condomínio dos Buritis” até o Clube do Povo … A próspera e trabalhadora população catalana merece muito! … Com quais Gestores Catalanos poderemos contar para esta obra que poderá se tornar a maior obra intraurbana da governabilidade municipal de todos os tempos?

 

f.jpg* José Henrique R. Stacciarini: Professor do Curso de Graduação e do Mestrado de Geografia da UFG/Catalão, Doutor em “Desenvolvimento Regional e Planejamento Ambiental” pela UNESP com a tese “Pluralidade, Publicização e Multiplicação do Fazer Político”.

 

f2.jpg** Patrícia Souza Rocha Marçal: Técnica-Administrativa da UFG/Catalão, Mestre em Geografia pela UFG com a Dissertação “O Clube do Povo de Catalão (GO) – 1984 à 2011: Histórias Contadas, Territórios Vividos”.

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Banquete De Livros


Banquete De Livros

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O Departamento Editorial do Câmpus Catalão (DEPECAC) da Universidade Federal de Goiás e a Bilblioteca Setorial (BSCAC) convidam para o evento BANQUETE DE LIVROS, que será realizado entre os dias 10 a 12 de dezembro no Câmpus Catalão. A programação, também chamada de cardápio, será composta por lançamento de livros, contação de estórias, mini-cursos e palestras.

Vejam mais informações Aqui.

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As tecnologias usadas a favor da educação


As tecnologias usadas a favor da educação

 

foto1.jpgUniversidade Federal de Goiás

Campus Catalão

Curso: Pedagogia

Acadêmica: Rubianara Negreiro Soares

Disciplina: Educação, Comunicação e Mídias

 

 

Com o crescente avanço da globalização, e o aumento do acesso às tecnologias, é importante que o professor saiba usar tais tecnologias a favor do processo de ensino aprendizagem. Não se trata somente de equipar escolas com laboratórios de informática, é muito mais que isso. É preciso saber se o professor está preparado para enfrentar e utilizar mesmo, que precariamente, as tecnologias disponíveis no ambiente escolar.

 

As diferentes mídias disponíveis ao professor podem, no entanto, causar algum tipo de confusão se o professor não souber utilizá-las ou se ainda o professor não adequar o seu uso às disciplinas trabalhadas em sala de aula. Tomando como exemplo, os laboratórios de informática e a internet, pode-se dizer que há diversas maneiras de se utilizar computadores e tecnologias em favor da educação.

 

Geralmente, nas escolas públicas, os laboratórios de informática nem sempre são computadores de ponta. Na maioria dos casos, são computadores ultrapassados em tecnologia e deixam muito a desejar na questão de utilização. Além disso, em muitas escolas, tais máquinas não estão conectadas à internet, o que para muitos projetos é indispensável.

 

Normalmente, a internet é vista como algo que atrapalha o processo educativo. Contudo, isso é uma visão parcial, fruto da má formação dos professores, uma vez que a formação pedagógica dos professores não está adequada aos frequentes avanços das tecnologias. Ainda, nas universidades coloca-se o professor como transmissor do conhecimento, o que está errado, o professor é um mediador do processo, ou seja, o professor deve trabalhar de maneira a estimular a autoaprendizagem dos alunos. Esse estímulo deve ocorrer de forma que os próprios alunos busquem o conhecimento, e o professor apenas lhe apresente os caminhos e lhe esclareça dúvidas ou ainda amplie o conhecimento buscado.

 

A internet nessa questão se torna importante, pois é uma fonte inesgotável de novos conhecimentos. Hoje tudo está na rede. Cabe, portanto, ao professor, esclarecer os alunos para o uso consciente do computador, uma vez que a internet está lotada de informações desnecessárias. O papel do educador seria de ensinar o aluno a focalizar os assuntos que realmente tenham algum interesse individual ou coletivo, e que ainda possa contribuir para a formação intelectual dos indivíduos.

 

Em escolas onde a internet é de fácil acesso, alunos e professores podem inclusive utilizar redes sociais, ou blogs, para dinamizar o processo de ensino aprendizagem. Pode sugerir pesquisas ou sites que auxiliem o aluno nessa busca pelo conhecimento.

 

Há de se considerar também o outro lado da história, há escolas em locais ou comunidades que não têm acesso à internet e laboratórios de informática. Além disso, os alunos também não têm acesso a essas tecnologias fora do ambiente escolar. E agora como a internet pode auxiliar?

 

Não é o mesmo processo, mas pode sim. O professor pode levar pesquisas feitas na internet, ou até incentivar a criação de uma rede social off-line para que os alunos aprendam a terem contato com as tecnologias, para que quando esse aluno fique de frente ao computador ele saiba usá-lo de maneira correta a auxiliá-lo nos estudos.

 

Para José Moran, é importante que o professor extrapole as tecnologias que ele tem a disposição. Se há na escola apenas televisão e aparelho de DVD, é importante que o professor saiba utilizar essa tecnologia em seu favor, e mais que isso, ele deve extrapolar o uso dessa tecnologia, como por exemplo, incentivando os alunos a criarem seus próprios vídeos. Essa mesma visão se aplica a internet, o professor pode incentivar os alunos, a criarem perfis sociais ou blogs que exponham sua visão de mundo, ou ainda compartilhem conhecimento com todos.

 

Um exemplo, o professor pode criar uma comunidade no Orkut ou Facebook onde os alunos troquem experiências e informações referentes a acontecimentos da escola, ou trabalhos que sejam realizados em grupo. E ainda oferecer material de pesquisa para determinados temas discutidos em sala de aula.

 

Segundo Moran, nossos professores precisam estar atentos no que diz respeito às tecnologias da educação: possuir a tecnologia; ter acesso às tecnologias; manusear basicamente as tecnologias; utilizar pedagogicamente as tecnologias; e ultrapassar as tecnologias.

 

 

Referência bibliográfica

 

MORAN, José Manuel. MASSETO, Marcos, BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000.

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A presença da tecnologia no ensino Brasileiro


A presença da tecnologia no ensino Brasileiro

 

foto.jpgUniversidade Federal de Goiás Campus Catalão

Disciplina: Educação Comunicação e Mídia

Docente: Wolney Honório Filho

Discente: Alex Oliveira

Curso: Educação Física                   7°período

 

Com o aumento gradual de tecnologias nestes últimos séculos, isso no que se refere a todas as áreas possíveis, por exemplo, agricultura, agropecuária, industrias, comercialização de produtos, e também como não poderíamos deixar para trás uma das áreas mais importantes onde essa evolução tecnológica pode atuar que é a educação.

 

Mas, visto que a crescente demanda por inovação tecnológica já está presente em todas essas áreas, quais tem sido as mudanças percebidas, principalmente na área da educação, e como isso tem beneficiado os aluno e professores?

 

No que se refere ao ensino básico de nosso País, foi criado, devido à demanda tecnológica fomentada pela educação, a Secretaria de Educação a Distância (SEED), pelo Decreto nº 1.917, de 27 de maio de 1996, que foi uma das responsáveis pela inauguração do canal Tv Escola, além da implementação do PROINFO “Programa Nacional de Informática na Educação”, cujo objetivo era instalação de laboratórios de informática para as escolas públicas das cidades e rurais de ensino básico de todo o Brasil.

 

A atuação de órgãos responsáveis por tais implementações no ensino brasileiro, como o Ministério da Educação, por meio da SEED, atuando como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem pode ajudar na evolução das formas didático pedagógicas do nosso País, mesmo que a passos curtos nossa educação caminha para uma melhora na forma de se ensinar.

 

Mas, afinal de contas o que todos sabemos e que com ou sem tecnologia a educação no Brasil precisa de melhora tanto na qualificação dos professores, quanto nos materiais pedagógicos utilizados, mas a cobrança existe e acredito eu que aos poucos isso vai ser conquistado por todos.

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Mídia/informação ou desinformação. Relato de experiência: Aulas aplicadas

Mídia/informação ou desinformação. Relato de experiência: Aulas aplicadas

 

cimg4062.JPGUNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

CAMPUS CATALÃO

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO COMUNICAÇÃO E MÍDIA

PROFESSOR: WOLNEY HONÓRIO FILHO

ALUNO: EDILSON C JESUS

CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA 7º PERÍODO

 

 

Quando foi abordado o tema mídia e informação dentro de nosso estágio supervisionado obtivemos algumas inquietações que nos levou a dar mais ênfase neste tema. Partindo desta aula, foram realizados mais três intervenções/aula para se trabalhar o mesmo ponto com um intuito de entender os porquês deste abandono da ludicidade, e dentro das conversas percebemos vários motivos. Para tanto tempo dedicado às telinhas e telonas, o motivo mais escutado por nos professores foi a questão da segurança, onde os pais evitam que os filhos saem de casa por medo das ruas e pelo que ela pode oferecer.

Visto isso, perguntamos o que mais eles fazem quando estão conectadas diante de um computador? As respostas foram praticamente iguais, que na maior parte do tempo eram para redes sociais, jogos online, salas de bate-papo e muito pouco tempo se dedicavam para pesquisas ou alguma coisa que se relacionasse com educação escolar. Feito as necessárias reflexões, pedimos então uma pesquisa para a turma onde eles tinham que buscar atividades relacionadas aos jogos e brincadeiras, jogos de oposição, assim trazendo no mínimo uma atividade que estaria sendo colocada em prática pela turma na próxima aula

Feito isso, na semana seguinte, ao iniciar a aula, colocamos a turma em círculo onde cada uma poderia falar de sua atividade e se possível demostrar para os demais. Terminando então as apresentações, fizemos a seguinte pergunta: que meio eles utilizarão para fazer a pesquisa? A resposta mais uma vez foi unânime que havia sido feita via internet que todas as pesquisas tinham origem de sites escolares/educativos.

Neste momento, fizemos um apanhado das quatro intervenções aplicadas com tema mídia/informação, levantando as seguintes considerações: que não podemos negar as redes sociais ou qual quer meio de informação, porque fazem parte da realidade em que vivemos, mas que temos por obrigação saber peneirar e utilizar de forma adequada todo e qualquer chuva de informação descarregada na cabeça desses alunos

Porque do mesmo jeito que as ruas são perigosas, esta nova geração está sujeita ao perigo online, e nós, como professores, temos que ponderar sabendo transformar este mundo, de tão fácil acesso, em uma ferramenta, cujo objetivo seja a educação e qualificação pessoal de cada indivíduo, onde eles possam sim participar de redes sociais, mas que tenham um olhar crítico das coisas, sabendo escolher e descartar aquilo que não for útil, tanto para si, como para seu próximo.

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100 Dias em 10 Minutos

100 Dias em 10 Minutos

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A Tecnologia, a Escola e as Desigualdades Sociais


A Tecnologia, a Escola e as Desigualdades Sociais

 

sem-titulo-1.jpgUniversidade federal de Goiás

Campus Catalão

Disciplina: ECM Educação Comunicação e Mídia

Professor: Wolney Honório Filho

Aluna: Sandro Paulino de Sousa Júnior

Sétimo período de Educação Física

 

Ao longo do tempo o homem foi se desenvolvendo e transformando o mundo. Historicamente, a tecnologia está presente desde tempos anteriores, sendo que a partir da Revolução Industrial o desenvolvimento tecnológico se intensificou significativamente, processo que continua até hoje.

Inicialmente, a tecnologia estava mais voltada para o desenvolvimento de fábricas e indústrias, visando aumento de produção e aumento de riquezas, saindo de um sistema manufaturado para o sistema de produção em série, influenciada pelo sistema capitalista, que ainda atua até hoje. Com o passar do tempo, foi crescendo a necessidade de expansão tecnológica e, a partir disso, a tecnologia passou a ocupar lugares que ainda não ocupava, chegando, assim, às casas, aos espaços de lazer, e também à escola.

A tecnologia se firmou na escola ao longo do tempo a partir de resultados positivos no processo educacional. É vista como sendo capaz de conseguir prender a atenção dos alunos, passar o conteúdo de forma mais dinâmica e também ter uma equivalência com a realidade tecnológica que se insere no cotidiano dos alunos.

Os instrumentos tecnológicos data-shows, computadores, Tvs, DVDs, tablets estão cada vez mais presentes em ambientes escolares. Porém, há ainda uma grande desigualdade social/tecnológica que faz com que o processo de uso de tecnologias nas escolas se dê de forma desigual, considerando as diferenças econômicas de cada instituição, região, estado e país.

Podemos analisar, dentro deste contexto, o perfil dos alunos que chegam às escolas. O contato anterior com as mídias trás uma diferenciação no domínio de técnicas tecnológicas. Hoje em dia esse contato se tornou algo comum, mesmo entre os alunos tão jovens e as influencias geradas por esse contato se tornam evidentes, como, por exemplo, na escrita desses alunos e crianças, que copiam a linguagem da internet para a vida real sem conseguir fazer essa diferenciação.

De modo geral, a tecnologia na escola é histórica, e importante instrumento educacional, fato evidenciado pelo movimento de desenvolvimento da humanidade, que está a cada dia se transformando e se desenvolvendo. Os problemas gerados pelas inovações tecnológicas são, contudo, um dos elementos negativos nesse processo, em que as crianças estão ficando cada vez mais presas no cyber espaço e a falta de acesso e a desigualdade social são obstáculos na democratização do acesso às tecnologias.

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