Música E Educação – Gonzaguinha

A nova novela do horário nobre da TV Globo, “Duas caras”, está trazendo na sua trilha sonora, a música “E Vamos a luta” (disco “De volta ao começo-1980), de Gonzaguinha.

Quando ouvi pela primeira vez, esta semana, a música na TV, uma série de lembranças vieram ao meu encontro. Todos nós temos os seus pontos de interrogação e imersão no passado.

Eu conheci as músicas do Gonzaguinha num momento muito especial da minha vida. Jovem, membro de grupos de jovens da Igreja Católica em Uberlândia, Minas Gerais, e tocador de violão, nas festinhas entre amigos.

Esta música, “E Vamos a luta”, veio no bojo de um movimento de pastoral da juventude popular, misturada à teologia da libertação e celebrações extraordinárias que fazíamos na Igreja de Nossa Senhora de Fática, ao comando do Frei Marquinhos.

Isto foi por volta dos anos 1983-1985, um momento de crescimento dos movimentos sociais no país, abertura política e a nossa conscientização juvenil político religiosa.

É estranho, mas também compreensível, ver esta música no horário nobre da TV Globo. Estas apropriações históricas são artimanhas dos meios de comunicação de massa, que habilidosamente utilizam destas manifestações culturais históricas, sem contextualizá-las.

Mas não cabe aqui nenhuma reclamação, e sim uma intervenção histórica, para que nossa memória não desconsidere a força que esta e outras músicas do Gonzaguinha tiveram num momento de tensão política brasileira, que foi o final dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Aliás, é bom lembrar, a censura esteve no pé do Gonzaguinha um bom tempo, apesar dele ter dado declarações dizendo que viveu tranqüilo e que não tinha nada contra a censura.

Para maiores informações sobre Gonzaguinha, veja:
http://www.gonzaguinha.com.br

Abaixo, “E vamos a luta”.
Gonzaguinha e Roberto Ribeiro – E Vamos a luta

Para quem quiser tocar e cantar:

E Vamos a Luta

Tom: G
Intro: G7M C7/9 G7M [parada]

D7/9+ G7M C7/9 G7M
Eu acredito é na rapaziada,
Bm7 Bbdim Am7 D7/9
Que segue em frente e segura o rojão.
Am7 D7/9 Am7 D7/9
Eu ponho fé é na fé da moçada,
Am7 D7/9 G7M F6 G7M D7/9+
Que não foge da fera e enfrenta o leão.
G7M F#7/13 E7
Eu vou a luta com essa juventude,
D7/9 G7/13 C7+/9
Que não corre da raia a troco de nada.
Cm7/9 F7/13 Bm7 F7 E7
Eu vou no bloco dessa mocidade,
Am7 D7/9 Am7 D7/9 G7M D7/9 G7M (Breque)
Que não tá na saudade e constrói, a manhã desejada. (* Bis) Bm7 Bbdim
Am7 D7/9 G7M E7/9+
Aquele que sabe o que é mesmo o couro da gente,
Am7 D7/9 F7 E7
E segura a batida da vida, o ano inteiro.
Am7 D7/9 G7M C#m7/5- F#7/13-
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro,
Bm7 F#7/13- Bm7
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro.
Am7 D7/9 G7M E7/9+
Aquele que sai da batalha e entra num botequim, pede uma cerva gelada,
Am7 D7/9 F7 E7
E agita na mesa uma batucada.
Am7 D7/9 G7M E7/9+
Aquele que manda um pagode e sacode a poeira suada da luta
Am7 D7/9 G7M
E faz a brincadeira, pois o resto é besteira,
C7/9 G7M
Nós estamos e pela aí.

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6 respostas para Música E Educação – Gonzaguinha

  1. Essa matéria tem tudo haver comigo na faculdade, eu estou lutando para vencer os obstáculos que estou encontrando para navegar na internet, principalmente, para realizar os trabalhos da disciplina, mídia e comunicaçao. Como é do conhecimento de todos, eu tenho enormes dificuldades operar o computador. Mas como diz a música, é devagar, é devagarinho, que estou chegando lá. Lutar sempre, desistir, jamais.

  2. Wolney disse:

    Euripedes, neste momento o que conta é o esforço. E por isto, você está de parabéns. Continue assim.

  3. Carlos Henrique disse:

    As músicas do Gonzaguinha não são só uma aula, elas contam a história de uma geração e mais dia menos dia, serão clássicos que mostrarão uma pouco do que fomos nós, no amor, nos costumes, no tempo e na vida.
    abraços Chopf

  4. Marcos Manzan disse:

    Não só a música de Gonzaguinha, mas toda música é reflexo de seu contexto histórico, e per isso muitos tem se utilizado da música como objeto de pesquisa. Quando pude assistir um documentário musical de Elis Regina produzido pela TV cultura a alguns anos pude perceber que ao ouvirmos nem sempre entendemos o que o autor quiz dizer na real, Eliz nunca compos música eu sei, ela era interprete da melhor qualidade, mas no documentário ela fala sobre as música e algumas delas, em sua maioria de Milton nascimanto e Gilberto Gil, relata com foram contruidas, e a fala de Eliz me convençeu disto.
    Quando ingrecei no curso de história pensava em pesquisar algo no campo musical, por razões maiores estou trabalhando com literatura, mas pretendo ter alguma pesquisa um dia no campo musical. Isso que o Wolney escreveu vai de encontro da música como veículo de memório e é um assunto muito interessante.
    Um abraço a todos

  5. teresinha de Jesus Volpini Borges disse:

    Adorei as reflexões sobre a música de Gonzaguinha, isso prova que a teoria é praticável e quando há interação entre ambas, ocorre aprendizagem, podendo haver abstração que favorece o conhecimento .

  6. viviane disse:

    e bboa mas não muita

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